Os belos acordes reverberados por diferentes tipos de órgãos musicais tornam igrejas, teatros, espetáculos musicais, bares e tantos outros lugares mais agradáveis. Produzidos pela passagem de ar por diversos tubos, o sons desses complexos instrumentos, surgidos na Grécia por volta do segundo século anterior à era cristã, vêm acompanhando a humanidade em todas as fazes de seu desenvolvimento e são, desde então, utilizados nas mais diversas ocasiões. Atualmente, são mais comuns em rituais litúrgicos, característica adquirida com a expansão das igrejas no Velho Mundo.

O órgão arredondado da basílica Nossa Senhora dos Mártires, em Lisboa, Portugal.

Sendo o maior instrumento musical existente, e considerado o rei dos instrumentos, devido à sua capacidade de originar diversos sons,  precisa de espaço para que a música seja produzida, quando o ar passa por seus diversos tubos e preenchem o ambiente com sons espetaculares. Por isso, grandes construções, como igrejas, tornaram-se os locais preferidos para sua instalação, integrando-se à arquitetura de diversos templos religiosos ao redor do mundo.

A basílica do Sagrado Coração (Sacré-Coeur), em Paris, e seu órgão adornado com um relógio.

Durante a antiguidade greco-romana, o órgão era utilizado para alegrar eventos públicos e competições esportivas. Somente a partir do século 7 d.C. que popularizou-se como instrumento preferido nas liturgias cristãs, principalmente por ser um excelente acompanhante das vozes humanas. 

Contraste entre a brancura das paredes e teto e o dourado do órgão da igreja Santa Maria, em Berlim, Alemanha.

Nos séculos seguintes, o órgão foi, literalmente, o instrumento preferido utilizado nos diversos estilos musicais que se surgiram, com maior ou menor intensidade. Teve sua época áurea durante o Barroco, mas sempre foi requisitado por grandes compositores, como Bach, Haydn e Mozart, entre outros.

Órgão utilizado pelo compositor Wolfgang Amadeus Mozart na igreja São Tomás, em Estrasburgo, França.

Atualmente, junto com as modernas versões eletrônicas, popularizadas a partir dos anos 70 do século passado, continua a ser um instrumento muito versátil, embalando de missas a trilhas sonoras de novelas. Além disso, são alguns dos mais belos mobiliários de igrejas espalhadas pelo planeta, aglutinando as belezas estéticas e sonoras num único ambiente. Terão, certamente, uma longa vida no futuro da humanidade.

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O interessante órgão dividido nas laterais da igreja dos Carmelitas, no Porto, Portugal.
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