Muito comuns nas ruas e estradas, para organizarem o tráfego, em repartições e quase todo tipo de comércio, para indicar algo, e, também, onde são permitidas, para anúncios ou chamarizes, as placas foram criadas para nos orientar sobre alguma coisa.  O efeito que elas têm é certeiro, chamam a atenção dos mais observadores e cumprem seus objetivos. Nem todo mundo, porém, fica de olho nelas o tempo todo. Motivo pelo qual, muitas vezes, pessoas são multadas no trânsito, sofrem acidentes em estradas, ficam perdidas, ou não usufruem de uma boa promoção em alguma loja, bar, ou restaurante.

Placas  podem ser padronizadas, como no caso da sinalização de ruas, estradas e departamentos governamentais. Placares, como os que são utilizados em anúncios, em grande parte, quadros-negros de médio porte, permitem a renovação de mensagens com maior facilidade e menor custo, e estão cada vez mais presentes nas ruas de muitas cidades. Placas de trânsito, com muita sorte, ou falta dela, para alguns, passam por intervenções de artistas de rua e se tornam muito mais atraentes.  A criatividade não tem limites quando o assunto é imprimir um pouco de humor a estes acessórios estáticos e, muitas vezes, sem graça.

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Jeito engraçado que um bar tenta convencer consumidores em Paris, França.

A história das placas é bastante interessante. Desde os romanos, eram utilizados sinais para orientar as distâncias e direções dentro do império e a prática seguiu por séculos. Foi Portugal, no entanto, que criou o primeiro código de trânsito europeu nos moldes do que conhecemos hoje. Em 1686, o rei D. Pedro II publicou a Carta de Lei que regulamentava o tráfego e mandava afixar sinais para organiza-lo em Lisboa, uma cidade bastante movimentada já naquela época.  A pena para quem desobedecesse era severa, exílio em Salvador, na Bahia, e uma multa. A placa que deu origem à sinalização moderna ainda está em Lisboa, por ironia do destino, na Rua Salvador. Quem passava pela rua e era pêgo desobedecendo a lei,  poderia seguir da Salvador a Salvador.

O tempo passou, muita coisa mudou nestes últimos séculos, e as placas são, atualmente, imprescindíveis na organização das cidades, seja para orientação no tráfego, identificação de ruas, de locais, ou para fisgar alguns novos consumidores. Estão se tornando cada vez mais interessantes aos olhos de quem as observa devido à transformação artística e bem-humorada.

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intervenção em Szeged, Hungria.

Veja aqui algumas que se podem ser vistas por aí, atestando o bom-humor e o talento de quem as cria ou transforma.

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