Cobiçada por diversos povos desde sua fundação pelos gregos, devido à sua estratégica localização na ilha, Siracusa tornou-se um dos locais mais importantes da Magna Grécia, denominação da área ocupada pelos helenos no sul da península itálica. Local de nascimento de do matemático grego Arquimedes, visitada diversas vezes por Platão, importante centro na Guerra do Peloponeso e mencionada nos poemas de Virgílio, o centro histórico da cidade, outro Patrimônio da Humanidade da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), a ilhota de Ortígia mantém, até hoje, sua estrutura antiga, com vielas muito estreitas, muros contendo o avanço do mar, um casario de uma beleza incrível e o imponente Castelo Maniace, além de diversas igrejas e centenas de charmosos restaurantes e cafés.

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Ligada ao resto da cidade por duas pequenas pontes, a recepção começa com as ruínas do Templo de Apolo. A partir daí, fica até difícil traçar um roteiro, já que a capilaridade de suas ruas, como um grande labirinto, torna o passeio cheio de surpresas. Guarde os mapas e desligue o celular, ficar perdido pelas vielas locais é um barato, andar sem rumo e deixar se surpreender pelas atrações da ilha.

Por esse percurso desgovernado, estão dezenas de sítios históricos. Alguns, muito impressionantes, o que torna o passeio lento. Na praça do Duomo, estão algumas das mais importantes atrações. O belíssimo Palácio Sentório, sede da prefeitura local, a igreja de Santa Lucia alla Badia, o Palácio Arcivescovile, sede da arquidiocese local, e, certamente, a construção mais impressionante de todas, o Duomo de Siracusa, a catedral da cidade. Construída sobre o Templo de Atena, essa igreja barroca tem como pilares as colunas do antigo templo grego, o que a torna diferente de muitas outras igrejas. No interior, uma certa simplicidade da nave central, contrastando com a riqueza de detalhes do altar onde estão algumas relíquias e restos mortais de Santa Lúcia, a padroeira da cidade.

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Não muito distante da praça do Duomo, está a fonte de Artemide (Diana), com suas estátuas da deusa romana. Ao redor dela estão diversos restaurantes e cafés, de onde se pode apreciar a fonte de qualquer ângulo.

Outro destaque do centro de Ortígia é a fonte de Aretusa, dedicada à ninfa grega que, fugindo da perseguição de Alfeu, foi transformada em fonte pela deusa da caça Artémis (Diana) em Ortiga. É uma bela fonte, com um pequeno lago separado do mar por uma muralha. Como em quase todos os pontos históricos mais significativos locais, há diversos pequenos cafés e restaurantes bem próximos.

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No ponto mais extremo da ilhota, o Castelo de Meniace guarda em suas ruínas milênios de histórias de defesa de Siracusa dos diversos povos que a atacaram. É um enorme forte de pedra aberto a visitação. De suas janelas e pátio pode-se observar os azuis do mar Jônico e do céu, quase misturados. O que restou do antigo palácio ainda está em restauração e fechado a visitantes. Um pequeno museu está instalado numa das torres do forte, exibindo alguns artefatos encontrados no local, fotos das relíquias que foram saqueadas ao longo dos séculos e apresentando um pouco da história do castelo.

Outras atrações de Siracusa ficam na parte continental da cidade. O Parque Arqueológico de Neapolis é o mais importante delas. Um teatro grego, um anfiteatro romano e a gruta Orelha de de Dionísio são os destaques deste conjunto arqueológico de grande valor. Nas proximidades, o Museu Arqueológico e Santuário Madona della Lágrima (Nossa Senhora da Lágrima), uma enorme estrutura em forma piramidal que chama a atenção de praticamente qualquer ponto da cidade, relembrando bastante o efeito que o Etna causa em Catânia.

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