Como o próprio apelido diz, a capital italiana é eterna, não apenas em sua milenar história de poder e ocaso, como também em sua estonteante beleza e de seu  agitado cotidiano. Com expectativas de que tenha recebido 7,2 milhões de estrangeiros em 2016, segundo o Global Destination City Index, foi uma das 16 cidades mais visitadas no planeta no período. Os vários milênios de história da cidade podem ser bem aproveitados em poucos dias, mas,  talvez, seja necessária também uma eternidade para se conhecer todos os seus segredos. Sua trajetória, praticamente desde a fundação, em 753 a.C., até hoje está ali para ser apreciada por todos. A cada canto que se vire, algo de muito interessante para se ver, conhecer, degustar. Um grande museu ao céu aberto que sobreviveu milhares de anos,  narrador da ascensão e queda de um dos maiores impérios da humanidade e do surgimento de uma cosmopolita e agitada metrópole, apelidada na antiguidade de Caput Mundi, ou capital do mundo.

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Fonte Trevi, um dos locais mais movimentados da cidade.

Roma é barulhenta, inquieta, gente para todos os lados, carros, ônibus, e as incontáveis e características motocicletas. Tudo junto em uma bagunça organizada. Ou quase, já que ver acidentes envolvendo motociclistas é quase comum. Turistas e locais, estrangeiros e italianos, a tradicional miscelânea cultural romana, fruto da grandeza da cidade que dominou um império cobrindo praticamente todo o mundo conhecido durante séculos. Todos os caminhos levam a Roma, diz o provérbio, e ela está a esperar àqueles que se aventuram por seus milênios de histórias de intriga, poder, guerras, paixões e ódios.

São diversas as opções de se explorar a cidade. Como em qualquer outra metrópole onde o turismo é muito importante, ônibus com roteiros diferenciados, vans, transportes de massa, táxis. Cada uma adequada às necessidades individuais de cada visitante. Pedalar pode ser um desafio, devido à ainda incipiente infraestrutura para ciclistas, ao insano tráfego, à grande concentração de pedestres pelas estreias ruas e vielas, e ao calçamento de paralelepípedos na maioria das vias. A maneira mais agradável de se conhecer o centro romano e, em muitos casos, a única opção, é caminhando.

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Milhares de turistas invadem Roma todos os anos.

 A cidade borbulha durante dia e noite. Não há somente um minuto em que se mantenha em silêncio. A vasta metrópole, com cerca de 4 milhões habitantes, é um dos mais importantes centros gastronômicos da Europa, com restaurantes para todos os paladares e orçamentos espalhados por praticamente todos os cantos da cidade. Sejam nos dias tórridos do verão, ou nas noites frias do inverno,  estes verdadeiros templos do sabor são algumas das grandes atrações locais. Não apenas quantidade, mas também qualidade. Roma está em 12 lugar no ranking de cidades europeias com maior números de estrelas do Guia Michelin. Pequenos restaurantes e quiosques tanto no centro como  na periferia da cidade também apresentam deliciosas opções da variada cozinha italiana, de paninni e capuccinos a saladas, antepastos, e uma infinidade de pastas e pizzas e limoncelos. É uma ótima maneira de se experimentar Roma.

Nos frenéticos dias de verão, é sempre invadida. Não mais por povos que a desejam destruí-la, como foi costume no passado, mas por visitantes ávidos a explorarem o máximo que ela tem a oferecer. São vários os lugares de visitação obrigatória: Coliseu, Palatino, Fórum Romano, praça Navona, fonte de Trevi, praça da Espanha, Panteão, vila Borghese, Cidade do Vaticano, Circo Massimo, centenas de igrejas e outras construções importantíssimas para história da humanidade. A lista é grande, eterna como a própria cidade.

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É na praia de Ostia, distrito de Roma, que os locais se divertem no verão.

Menos conhecidas por muitos estrangeiros, mais preocupados em  aproveitarem a cidade em si, muitas atrações suburbanas atraem os locais. Uma linha de trem conecta Roma ao distrito de Ostia, já no litoral, em uma viagem de aproximadamente 40 minutos. De lá, ônibus percorrem a linha costeira, e há diversas paradas nos muitos portões, ou cancelos, que dão acesso às praias. Nelas, as diferentes tribos já têm seus espaços delimitados. Famílias com crianças, LGBTT, nudistas, todos convivendo lado a lado nas areias desta parte menos famosa de Roma. Pouco atrativa diante de uma cidade com infinitas possibilidades de cultura e lazer, mas bastante apelativa nos quentes dias de verão.

O mesmo ocorre com ótimos restaurantes, quiosques e pizzerias de bairros distantes da zona central, onde se pode apreciar dos mais gostosos pratos, aos mais saborosos cafés e sorvetes. Ambientes simples e aconchegantes, com preços bem abaixo dos cobrados nas famigeradas áreas turísticas. Alternativas para se seguir um outro provérbio: em Roma, faça como os romanos.

Poucas cidades no mundo tiveram tanto poder e influência na história das civilizações. Graças a ela, conhecemos o mundo como ele é atualmente. Perpetuou sua cultura em grande parte da Europa e originou novos povos. Nenhuma outra cidade do continente é tão interessante quando Roma. Muitas delas, aliás, só surgiram graças ao expansionismo do império. É a mãe de capitais como Paris, Londres, Istambul, Budapeste e Viena. A cada esquina que se vire, uma nova ruína, outras histórias, diferentes detalhes. Muito do que foi construído ao longo dos séculos ainda está por lá. De jardins a palácios, ruínas, igrejas, fontes, estátuas, pinturas. O labirinto de suas ruas centrais apresenta aos atentos olhos, a cada instante, uma surpresa. Sensorial e espiritual. A cidade do profano e do sagrado segue seu destino encantando com seus mistérios.

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Ruínas espalhadas pela cidade contam um pouco de sua milenar história.

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