São 20 km de uma porta à outra, com subidas de tirar o fôlego e descidas de acelerar o coração. Nesse delicioso e constante trajeto acima e abaixo, passamos por bosques de pinheiros e de outras árvores. Pouco importa se são originais ou se foram plantados. Pelo ziguezague florestal, só interessa a beleza das plantas, suas flores, cores, seus troncos, galhos, ramos e frutos. Os diversos odores.

Estão ali, também, os pássaros. Naquele chilrear de sempre, que até parece sempre nos acompanhar. É só o que se pode ser ouvido, além do barulho dos pneus rodando pelo asfalto. Uma sinfonia natural e humana.

Pelo caminho, o grande lago insiste em embalar ainda mais o percurso. Surge do nada, entre as árvores, abaixo de nossas rodas, de um lado, do outro, sempre desafiando o ziguezague das vias e matas. Não quer ficar escondido. Deseja espelhar as nuvens, deixar passar a chuva, escorregar o vento. São 20 km que mais parecem uma eternidade de maravilhas.

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