Havana tem diversas avenidas conectando seus diversos bairros. Alamedas e bulevares cortam a cidade, embelezadas por árvores, monumentos e suntuosas construções. Nenhuma delas, porém, rivaliza com a avenida  de Maceo, carinhosamente conhecida como El Malecón, o muro, a via mais movimentada e amada da capital antilhana.

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Monumento Anti-Imperialista José Marti, à beria do Malecón.

São 8 km com pistas largas e um calçadão que ligam La Habana Vieja, a cidade antiga, o Centro e Vedado, os bairros mais movimentados onde estão concentrados quase tudo que é importante, de hotéis a embaixadas, castelos, fortalezas, e uma vasta exibição da arquitetura cubana. Do outro lado, o Atlântico que, incansavelmente, tenta avançar cidade adentro. Iniciado em 1901, quando Cuba ainda estava sob dominação dos Estados Unidos, e terminada somente em 1952, tornou-se o cartão postal mais conhecido do país e um dos locais mais frequentados pelos havaneiros.

A avenida logo ficou importante no cotidiano de Havana por ligar os bairros mais populosos da capital e oferecer, gratuitamente, um excelente local de lazer. Alguns dos monumentos mais expressivos da cidade estão às suas margens, além de ser o trajeto mais rápido entre um bairro a outro, provocando um incessante movimento de carros, bicicletas e passantes. Ao cair da noite, o muro de arrimo construído ao longo da avenida, para barrar as constantes investidas do oceano e proteger a cidade de inundações, fica lotado de pessoas que buscam algum tipo de diversão.

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O burburinho no Malecón começa já no fim da tarde.

Aos poucos, esta longa avenida, antes residencial, vai sendo transformada em uma área de uso misto. Onde antes havia um edifício, que ruiu, agora aparecem bares, restaurantes, albergues, praças, dando mais vida ao local e atraindo diferentes públicos. O Malecón vem sendo lentamente restaurado, o que, quando terminado, devolverá a ele toda sua exuberância arquitetônica, tornando-o ainda mais atrativo.

O amor dos cubanos pelo Malecón é visível. Os principais hotéis da cidade se encontram à sua margem ou bem próximo dele. Qualquer passeio por Havana tem de tê-lo incluído em seu roteiro. Um dos grandes sucessos musicais do país atualmente chama-se “Hasta que se seque el Malecón”, do cantor Jacob Forever. A lista é longa, assim como a avenida. E retrata o especial carinho que os locais têm por essa rua.

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Placa anunciando o apoio a El Comandante Fidel Castro, à revolução até que o Malecón se seque.

Pode-se, também, aproveitar do Malecón mesmo não estando nele. Do outro lado da entrada da baía de Havana, vê-se boa parte da avenida que separa A cidade do Atlântico. Dalí, a melhor vista panorâmica de Havana estampa o Malecón ao mundo, emprestando a ela sua face que muitos conhecem atualmente.

Nos fins de semana, é o local mais frequentado pelos moradores das redondezas. Chega a ser difícil encontrar um lugar para se sentar durante as movimentadas e quentes noites de Havana. Em qualquer parte do Malecón, a paisagem é a mesma, o mar, o muro, e pessoas. Fica esvaziado apenas quando o oceano está muito revolto e afasta as pessoas com suas fortes ondas, que chegam a alagar algumas partes da avenida. Um passeio pelo longo calçadão é uma vitrine do que Cuba tem a oferecer: muita música, risadas, paqueras. É o ponto de encontro mais autêntico de Havana e atrai muita gente. Jovens com instrumentos musicais ou rádios, além de garrafas estrategicamente refiladas com bebidas alcoólicas, famílias aproveitando mais uma agradável noite, vendedores ambulantes, prostitutas e prostitutos, turistas. Tem de tudo no Malecón.

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Avenida foi construída sobre os arrecifes naturais que protegem a costa cubana do Atlântico.
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