Desde os primórdios das civilizações, o ser humano foi criando maneiras para fazer trocas comerciais até que, muito tempo depois, começaram a surgir feiras livres e mercados de rua, hoje tão populares em qualquer lugar. Babilônios, Assírios, Egípcios, Romanos, Chineses e outras grandes civilizações anciãs foram desenvolvendo e transformando o modelo que chegou aos nossos dias. Atualmente, é quase impossível caminhar por qualquer grande cidade onde não haja uma feira ou um mercado para ser visitado, cada qual com suas peculiaridades locais, mas todos com as mesmas características de séculos atrás.

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Especiarias disponíveis em um mercado livre de Lisboa, Portugal.

Há vários tipos de feiras e mercados, sejam em áreas abertas, ou cobertas, fixos ou móveis. A grande parte deles atrai consumidores ávidos por alimentos locais e frescos, difíceis de encontrar em supermercados, utensílios exóticos, produtos usados, tecidos, etc. A variedade é enorme. Alguns são generalizados, onde se pode encontrar de quase tudo um pouco. Outros são específicos, restritos a determinados nichos ou épocas, como os festivais de rua, no verão, e as feiras europeias de natal. Todos, porém, despertam o interesse de consumidores e turistas pela beleza de seus produtos, cheiros e cores.

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Quiosque especializado em pimentas no Mercado Municipal de Belo Horizonte.

Essa evolução não para. Nos últimos anos, tornou-se tendência mercados ao ar livre com a presença de trailers ou de caminhões, os food-trucks.  Todavia, não conseguiram desbancar a tradição das barracas e quiosques, estruturas mais baratas, menores, mais simples, e, muitas vezes, mais elegantes que os modernos e atraentes automóveis. De qualquer forma, todos contribuem para a realização de excelentes eventos a céu aberto e se complementam, atraindo ainda mais consumidores e curiosos.

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Raízes expostas aos consumidores na feira livre de Wiesbaden, Alemanha.

Em muitas cidades, mercados e feiras tornaram-se parte da suas identidades  culturais. São Paulo, Belém, Havana, Barcelona, Budapeste, entre outras capitais, têm mercados municipais que foram incorporados a roteiros turísticos devido à beleza e, também, por apresentarem aos visitantes alguns de seus hábitos alimentícios e artefatos que representam suas culturas. Em cidades germânicas, como as alemãs, inglesas e holandesas, eventos ao ar livre são mais comuns do que mercados fixos cobertos. Prática tão antiga em muitos nestes locais que, muitos deles, mantiveram suas praças do mercado onde, ainda hoje, são realizadas as feiras e festas de toda natureza.

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O mercado San Rafael, em Havana, Cuba, comercializa alimentos orgânicos produzidos no país.

Uma tradição antiquíssima que evoluiu até os nossos dias e tornou-se parte importante na cultura de diversos povos. Aos poucos, vai deixando de lado aquele ar um pouco decadente e vai ganhando sofisticação, para atender, também, públicos mais exigentes. A utilidade que têm para moradores locais e a curiosidade que despertam em turistas vem mantendo estes tradicionais hábitos cada vez mais enraizados.

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Antes flutuante, agora fixo, o mercado das Flores, em Amsterdã, Holanda, é um dos principais atrativos turísticos da cidade.

 

 

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